É normal as pessoas ainda não saberem exatamente o que é design gráfico ou o que faz um designer gráfico. Até mesmo os termos design (a área) e designer (o profissional) ainda geram certa dúvida. Essa profissão, cuja expansão é relativamente nova, poderia até existir nas últimas duas gerações, mas não era tão difundida. Para começar a entender essa carreira, primeiro é importante saber como é uma faculdade de Design Gráfico.

Antes de qualquer coisa é preciso saber que o curso de Design pode ter várias habilitações. O design gráfico é o tema dessa postagem, e caso você já tenha interesse no curso visite nosso blog. As outras principais vertentes do design existentes são: design de produto, de moda ou de animação.

Aptidões que a faculdade de Design Gráfico desenvolve

Algumas capacidades específicas podem ser muito úteis para um designer ter sucesso. Você não é obrigado a saber nada disso antes de fazer uma faculdade de design gráfico, mas se já tiver alguma afinidade é possível que se adapte com mais facilidade ao curso e à profissão.

Ter um nível pelo menos intermediário de inglês pode ser muito valioso. A maior parte dos materiais disponíveis na internet está nessa língua, não só em texto como em vídeo. Seja material teórico, seja tutoriais para usar alguma ferramenta específica, saber inglês ajuda a compreendê-los. Se você ainda não fala inglês, pode começar com o chamado “inglês instrumental” para saber pelo menos o significado das palavras das ferramentas, dos menus e das ações dentro de cada programa que vai acabar utilizando no trabalho.

Ter noções de trabalho em equipe é fundamental, até porque o design faz parte da grande área da comunicação. Em agências ou estúdios o designer usualmente vai trabalhar com equipes de especialistas que precisarão entregar projetos feitos em conjunto. Mas, mesmo quando o profissional trabalha sozinho, acaba precisando se comunicar com outras pessoas, tanto clientes como colegas de empresa.

Criatividade é outra capacidade que faz toda a diferença na carreira e no reconhecimento de um bom designer. Mas, se você não se sente criativo, saiba que não tem problema, pois criatividade é algo que pode ser treinado. Conforme você aprende novas ferramentas, teorias e desenvolve trabalhos, acaba criando um tipo de repertório de resoluções de questões gráficas e isso, que já começa a ser treinado em sala de aula, continua crescendo com o tempo, é só continuar criando, trabalhando e buscando soluções.

Bom gosto e noções de estética fazem parte do cotidiano dos designers e não poderiam ficar de fora dessa lista. A vida profissional do designer é repleta de decisões visuais e questões estéticas para resolver seus projetos. Felizmente, não é necessário nascer com esse tipo de habilidade, já que ela pode ser aprendida, treinada, aprimorada e aperfeiçoada em sala de aula com o auxílio de uma equipe experiente.

Remuneração estimada

O design gráfico como trabalho ainda não tem regulamentação. Isso significa que não é necessário fazer um curso formal para poder atuar na área. Por consequência, muitas pessoas acabam se aventurando por essa carreira tendo apenas um processo de aprendizado autodidata, consumindo conhecimentos superficiais, obtidos em tutoriais na internet ou com amigos. Isso faz com que alguns designers ganhem pouco, algo entre R$ 1500 e R$ 2000.

Naturalmente, também entram na conta desse pagamento fatores relacionados à capacitação. O embasamento teórico, as competências práticas e a confiança de uma boa faculdade de design gráfico são sempre levados em consideração.

Designers mais capacitados e experientes recebem em torno de R$ 4 mil a R$ 5 mil. Autônomos e freelancers, dependendo da qualidade dos chamados jobs, podem inclusive ganhar mais do que isso. Um diretor de arte de uma boa empresa pode ganhar cerca de R$ 10 mil.

Mercado de trabalho

O profissional da área do design gráfico tem um leque de opções para escolher em qual setor vai atuar. São diversas vertentes em mercados até bem diferentes uns do outros. Essa diferença faz com que o especialista de uma área acabe não atuando em outras, pois as habilidades necessárias e os programas (softwares) usados são bem diferentes, cada um com características específicas, então é importante ter foco e cuidado na hora de fazer uma escolha.

Vamos pontuar algumas dessas possibilidades para você entender:

  • Branding – também conhecida como gestão de marca, o branding é o setor queridinho de muitos designers. Costuma envolver a criação da identidade visual de empresas ou campanhas e ir além disso com processos profundos de comunicação.
  • Editoração/diagramação – o trabalho, normalmente focado em impressos, envolve um processo metódico e regrado, com padrões a serem atendidos e regras a serem obedecidas.
  • Animação – designers também se arriscam no universo da animação. Seja em 2D ou em 3D, é um mercado que tem se destacado pela importância nas produções de cinema e TV. Mas nem só de clientes grandes vive esse profissional. Propagandas curtas, canais no Youtube e videoclipes de bandas também são possíveis áreas de atuação.
  • Web – muitas vezes com o suporte de conhecimentos de alguma linguagem de programação, o webdesigner conecta código e estética para criar sites úteis, bonitos e confortáveis para se navegar.
  • Interface – às vezes o designer de interface acaba vindo do trabalho com web, mas com foco um pouco diferente, tentando fazer a experiência do usuário ser mais intuitiva e ter mais valor para o cliente (com um projeto que faça os consumidores comprarem de forma mais eficaz, por exemplo), o designer de interfaces ajuda desde lojas virtuais até desenvolvedores de aplicativos.

Claro que todas essas especializações costumam ter uma base em comum. Um sólido entendimento de processos, um entendimento estético versátil e agradável, e uma noção de eficiência ajudam em todas as áreas. Mas, como falamos, ao se aprofundar em uma área você inevitavelmente acaba se afastando de outra. É difícil encontrar, por exemplo, um diagramador que também faça modelos 3D. Então escolha com sabedoria seu foco de aprendizado.

Regiões boas para trabalhar

Oferta e demanda, como quase sempre, regem as oportunidades dos designers. Especialmente por não ser uma profissão regulamentada, as grandes cidades estão cheias de aspirantes a designer tentando a sorte. Sem terem feito uma faculdade de design gráfico, eles não costumam ir tão longe, mas ainda aquecem a competição.

As grandes cidades, além de ter mais amadores, também tem muito mais empresas grandes (normalmente agências). Elas disputam os melhores designers e diretores de arte, fazendo com que nas grandes cidades e nas capitais o profissional qualificado tenha novas oportunidades com certa frequência, podendo escolher onde, por quanto e para quem vão trabalhar.

As pequenas cidades, apesar de não movimentarem cifras tão generosas, também não ficam sem trabalho. Pequenos comércios, prestadores de serviços, políticos, lojas, restaurantes e todo tipo de empresa acabam precisando de designers.

Empreender é viável?

Sim, muito. Diversas pessoas que atuam nessa área desfrutam, por exemplo, dos benefícios do home office. Aumentar o leque de clientes pode não ser uma terefa simples, mas compensa o esforço. Uma vez que o designer estabelece seu escritório em casa, desfruta de mais qualidade de vida, tendo flexibilidade de horários, escapando de trânsito, e podendo encaixar atividades cotidianas ao longo do horário comercial, pois sabe que pode compensar depois.

Mesmo tendo um escritório de sucesso em casa, é preciso ficar muito atento ao planejamento. Ao ser seu próprio chefe, é importante ter noções de finanças, administração, cuidar da agenda e do relacionamento com os clientes. Também é preciso lembrar de calcular os valores adequados caso queira se dar o benefício de férias remuneradas ou 13º salário. Organização é tudo.

Outro detalhe importante é saber que uma boa faculdade de design gráfico não será seu único investimento. O designer precisará comprar um computador relativamente potente para poder fazer seus projetos utilizando os programas pesados. Além disso, poderá precisar de outras coisas como uma câmera ou uma mesa digitalizadora, dependendo de como escolher atuar.

A faculdade de Design Gráfico

A faculdade de Design Gráfico oferece dois anos de aprendizados fundamentais para impulsionar a carreira dos estudantes. Lá, os alunos conseguem sentir como é cada uma das áreas que mencionamos, e conhecer ainda algumas outras. Conhecimentos teóricos e toda a base da educação visual servem para sustentar os conhecimentos técnicos que virão para completar a formação necessária de um profissional competente.

A seguir, a lista de disciplinas do curso:

  • Comunicação
  • Branding – Sistema de Identidade Visual (Metodologia de Projeto)
  • Computação Gráfica
  • Desenho e Expressão Gráfica
  • História do Design
  • Estética e História da Arte
  • Design Editorial (Metodologia de Projeto)
  • Fotografia
  • Projeto Interdisciplinar – Impresso
  • Tecnologia Gráfica
  • Tipografia
  • Desafios Contemporâneos
  • Design Digital (Metodologia de Projeto)
  • Design em Movimento
  • Semiótica Aplicada ao Design Gráfico
  • Design Gráfico: Regionalismos
  • Atividades Complementares
  • Projeto Interdisciplinar – Ecodesign
  • Design Contemporâneo
  • Design e Sustentabilidade
  • Gestão de Projetos em Design Gráfico
  • Planejamento e Gestão Estratégica

Disciplinas optativas também podem ser cursadas de acordo com a disponibilidade e o interesse.

Estrutura e equipe

O corpo docente do curso de Design Gráfico da FMU é formado, principalmente, por mestres e doutores. São profissionais com experiência, que atuam no mercado de trabalho e estão sempre atualizados. Além das partes teórica e prática, é possível aprender com a vivência que fez cada um deles chegar ao sucesso.

Todo esse aprendizado acontece em um ambiente fantástico. Computadores potentes funcionam com os softwares mais usados no mercado. Isso proporciona aos alunos do curso uma experiência muito mais próxima da realidade de quando estiverem trabalhando.

Esperamos que esse texto tenha ajudado a tirar suas últimas dúvidas a respeito da carreira de designer gráfico. Clique aqui para fazer sua matrícula e não desista do seu sonho!

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